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Papo Limitado #1 NEO, SNC

Kamigawa Dinastia Neon [NEO]: Talvez a coleção mais legal que já joguei, com um nível de complexidade alto dado a presença das sagas que viram criaturas (tornando a sensação de “dois por um” ubíqua e tornando remoções em geral um pouco piores), mais a dificuldade de tomar decisões contra os baralhos com ninjutsu (com a charada do “bloquear ou não a Besouro-vírus“, pois sua habilidade de entrar no campo de batalha poderia ser usada de novo – descartar uma carta; porque, por um lado, seria melhor bloquear, pois se ela for usada para habilitar ninjutsu, o oponente pode descê-la de novo, mas se você bloquear, o oponente pode ter um truque, com resultados também ruins – aliás, finalmente o azul conseguindo ter um bom truque). Além disso, era viável jogar com várias cores, mais a possibilidade real e incrivelmente satisfatória de realizar o sonho de montar o Mecatitã (tive um baralho 6×3 que conseguiu montar 4 vezes), ou ainda aquela ridícula de ganhar atirando uma Singularidade Explosiva na cara do oponente. Cartas prediletas também incluem o Coelho-bateria, tentando dar um ar aggro em um ambiente onde os jogos podiam ser muito longos; no mesmo esquema gruulzeira, e porque a ilustração é incrível (um macaco relaxando), também gostei muito de jogar com Fonte Termal Revigorante, mesmo que o baralho de “modificações” não tenha funcionado. O boros samurais aliás, apesar de normalmente ruim, podia deslanchar se aparecesse uma rara no espírito. O combo Terminal de RedeConstructo de Contenção foi das coisas de atrito mais divertidas (você pode jogar a carta que descarta), só perdendo para alegria de realmente confiar em Bigorna do culto dos Oni. As sagas rakdos, tanto Kakkazan quanto Okiba, custando apenas 1, tornavam possível essa estratégia de atrito deste o início e a do azul, Contemplar o Indizível, era das melhores maneiras de ganhar tempo e cartas.

Performance: 10 selados, 3 troféus (30%), 38×27 partidas (58.4%), 27×21 partidas (56.3%); 10 drafts, 2 troféus (20%), 43×24 partidas = jogos (não joguei tradicional) (64.2%). Total de 20 eventos, com 5 troféus (25%), 81×51 (61.4%) partidas, 70×45 jogos (60.9%).

Avaliação: selado muito bom, draft muito bom.

***

Ruas de Nova Capenna [SNC]: em geral, me diverti mais no selado do que no draft*. Motivo? Um jogo mais lento e menos consistente gerou mais variedade no selado, menos dominado por variantes a partir dos mediadores (a família da advocia, WUG – branco-azul-verde), com um jogo de tempo e voadores que frequentemente atropelava qualquer outra tentativa. Embora jogando também de mediadores, foi no selado que tive a oportunidade memorável de ganhar com um Bradador Celeste, esse ornito-humanóide do tablóide local, fazendo ambos os lados comprarem cartas até que minha Alma da Emancipação pudesse resolver o imbróglio. Em outro, pude me divertir com o excelente Vigarista Hipnótico acobertando seguidamente. Acho que me apaguei a essas situações de paridade e jogo mais travado. De resto, adoro que, em mais uma variação de “sua criatura se acovarda = vira um frangote” [Fowl Play], com Proteção de Testemunhas tenha sido possível transformar krakens em homens de negócios legítimos – legitimate businessperson, possivelmente, aliás, nossos frangotes civilizacionais atuais. Quanto ao mundo animal, não posso deixar de dizer que, mesmo com a aparência disney, peixes são demais, e guaxinins maus muito arrojados. E que de resto, não existem rinocerontes guerreiros na França (Benício dixit).

* (explicação adicional): o Sierkovitz do 17 lands comentou que tudo começou quando alguém do time de desenvolvimento resolveu que queria imprimir homicídio como comum, e que por isso cada cor deveria ter sua “comum mítica”. Agora, porque fazer isso justamente em uma coleção de três cores é a questão que não quer calar. inspiring overseer, principalmente, é poderosa demais e deveria, tal como homicídio, ao menos custar 1WW ao invés de 2W (a mesma lógica vale para a comum mítica do verde, jewel thief, e deveria valer também para a do azul, que ao invés de 3U deveria custar 2UU). Acontece que isso talvez pioraria ainda o fato de que cores duplas a partir das dos mediadores (i.e., azul-branco, branco-verde, azul-verde) tendiam a ser ainda melhores do que a própria tríade. E que, ainda assim, os mediadores pareciam sempre ser bem melhores que as outras combinações, possuindo muitas cartas vistosas.

Performance: 6 selados, 1 troféu (16,7%), 21×17 partidas (55.3%), 18×15 jogos (54.5%); 7 drafts, 2 troféus, 34×17 partidas (66.7%), 31×17 jogos (64.6%). Total de 13 eventos, com 3 troféus (23%), 55×34 partidas (61,8%), 49×32 jogos (60.5%).

Avaliação: selado bom, draft mediano.

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