a morte da imaginação

pode ser pensada como um retirar dela o que é difuso, ambíguo, indefinido, tudo o que é devaneio e ainda não atualizado. nesse sentido o cinema pode ser a arte da morte da imaginação. comparem ler um livro e ver a adaptação filmográfica. a sensação horrível que se tem de sequestro mental quando se vê o filme primeiro. curiosidade tanatrópica quando se vê o filme depois – assassinatos, cena a cena. prazer e dor. nesse sentido, mais do que em outros, o cinema pode também ser a grande arte política.

[dos rascunhos, janeiro de 2014]


postado em 25 de fevereiro de 2025, categoria aforismos : , ,