nomes #1

1. batman baudelaire

2. rambo rambeau (rimbaud)

3. heidegger he-man

4. heinrich justin bieber von biber


postado em 8 de setembro de 2017, categoria slogans : , , , , , , ,

do silêncio, poesia

se existe alguma chance de que a linguagem primitiva / antiga esteve mais próxima do ser, como queria heidegger, ou então, como dizia emerson: “language is fossil poetry“, de que no começo, era a poesia, uma coisa é certa para mim: isso só é concebível pensando os antigos, os originários, como humanos lacônicos, imersos em silêncio, com apenas algumas raras ocasiões de necessidade comunicativa; não o dizer do modo antigo que aproxima, mas o não dizer.

arthur, em sylvie e bruno, de lewis carroll, relaciona esssa distância com a instituição da igreja.

Por que razão não nos deixam gozar as belezas da natureza sem que o tenhamos de o dizer a cada minuto? Por há-de a vida ser um longo catecismo?


postado em 28 de novembro de 2016, categoria comentários : , , , , , ,

heidegger e a virilidade

o pau brocha: argumento heideggeriano contra o dildo.

“o próprio martelar é que descobre o manuseio específico do martelo” (o ser e o tempo, $15) e “a ferramenta está quebrada, o material inadequado. de qualquer forma, um instrumento está aqui, à mão” (idem, $16).

 


postado em 27 de outubro de 2015, categoria comentários : , , , , , ,

dois comerciais

1. comercial de impregnante ipê. sujeito lavando a louça, pega frasco similar ao detergente ypê, a sujeira não sai mas sim gruda. ele exclama, levantando a embalagem (e aqui há um zoom em direção a esta). durante isso, ouve-se a fala: “ó, isso não era detergente”. após segundo fixo em ipê, mudança e apresentação de embalagem frasco, fundo de cores coloridas, artificioso, voz em off: “se você quer limpar, não use um impregnante.” com um final um pouco mais leve, voz menos grave e mais ondulada: “impregnantes ipê“.

2. comercial da cerveja noumena. música que é claramente um plágio de mc hammer, em virtude do possível trocadilho infame. deserto, ninguém, grande travelling rumo à praia, obviamente deserta. fusão e cerveja noumena 600 ml, com cores e luzes que deixam ambíguo o fato de haver ou não um conteúdo líquido. o rótulo mostra o emblema da ousia vazia (ø, como eu quis no vídeoclipe do efeito gruen). fundo artificioso colorido, combinando com as cores do deserto-praia. voz em off: “noumena. tome se puder” (com a primeira palavra falada como se a sede fosse saciada e o último a soando como ahh, de alívio; a segunda frase como algo sóbrio e inteiramente recomposto). logo após há uma fusão de volta para a praia (o trecho da música corresponde à ponte em que se canta breaking down), onde vemos, com um movimento de aproximação um martelo, partido ao meio, ser trazido do mar por uma onda, até a areia.


postado em 23 de maio de 2015, categoria publicitade : , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

encontros filosóficos #1

B. nick land me deixa com uma ereção filosófica. agamben é aquele cara que não fode e não sai de cima.
A. credo. não vou imaginar isso.
B. fica lá sanfonando em cima de vc. esse é o agamben.

*

A. giorgio engambelamben. acabou de dizer que o crescimento da direita na europa não é um problema. o problema é descobrir uma nova sociabilidade.
B. caô.
A. se bem que ele mesmo vai ficar na casa dele lendo filosofia escolástica medieval.
B. heideggeriano caozeiro.
A. caô = autodesvelamento do desvelar.
B. isso é a definição de caô?
A. ora, sim. não?
B. enrolação da porra.


postado em 5 de agosto de 2014, categoria crônicas : , , , , , ,