3 pedidos

1. bar da esquina, madrugada pré e pós trackers, mais de 10 pessoas, muita cerveja, peço: uma água com gás e um croassã. paulo dantas, estupefato, oferece 50 centavos como prêmio.

2. depois de 1h10 em uma fila para conseguir ingressos para a instigante peça de teatro “adeus, palhaços mortos”, com trilha e sonorização ao vivo por tiago de mello, vamos ao café. estou de ressaca, então peço: um pão de batata, um croassã, um combo donuts + café expresso, uma água com gás, um cachorro quente, uma coxinha e o molho tabasco para acompanhar.

3. na linha amarela, pausa na lanchonete interna ao metrô. pergunto: quanto é o refresco? 2 reais. pago e falo, quero o laranja, qual o de maracujá, não esse aqui, ah o de frutas vermelhas, esse mesmo, é laranja não é, a cor…


postado em 4 de agosto de 2016, categoria crônicas : , , , , ,

nootrópicos, nemocentrismo

1. café, meditação.

2. silêncio, pensamento.


postado em 27 de julho de 2016, categoria comentários : , , , , ,

duas ideias não tão geniais

1. porta caneca para redes.

2015-07-22 ideia - porta café para redes

{ficar na rede dificulta a ingestão de café enquanto da leitura de livros deitado ou semi-deitado}

2. papel higiênico comestível.

{parece-me inapropriado que esse item atraia insetos. então, talvez possa ser algo como o copo descartável feito de fécula de mandioca e não como jelloware. se bem que agar-agar tem propriedades laxativas}

 


postado em 5 de setembro de 2015, categoria miscelânia : , , , , , , , ,

exílio em copacabana

1. mochila e latão, a outra mão levanta e pressiona a orelha: começa a falar sozinho,  falar espanhol e estar muito louco ou estar louco e achar que fala espanhol. baba. agora até aos demônios internos usa-se um celular.

2. depois de uma tarde agradabilíssima de conversas com aline, vou ao cinema sozinho e o que está passando é o hobbit 3.

2.1 que perda de tempo! mas fiquei pensando, nem tanto minha, que só foram 3 horas. imagina todas essas pessoas que efetivamente trabalharam durante meses nesse filme. que vida desperdiçada, que situação medíocre e melancólica.

2.2 assisti em 3d e com resolução maior. e o que a resolução maior, amplificada pelo 3d, faz é o seguinte – você começa a sentir (saber sem poder exatamente precisar) que as roupas não estão sujas o suficiente, que há maquiagem demais em alguns atores; começa a intuir o que é cg e o que é cenário. começa a ter rusgas com a iluminação artificiosa. tudo parece mais teatral, mas uma teatralidade mal definida – a maior qualidade confere menos realismo (expõe pontos de não realismo).

3. muleque na praia, olhando pra uma pilha de garrafas sujas, pegando uma delas, escolhida, olhando para os colegas e dizendo “aí mané gozou nessa porra”.

4. na nossa sr de copacabana, dois adolescentes já um pouco crescidinhos – mermão, tu me chantageou. vou ligar pra sua mãe. (foda-se, foda-se você, foda-se mermão.)

5. na virada fogos de artifício medíocres e rápidos. meninas argentinas sem noção, italianos e franceses com alguma noção. uma barca pegando fogo, algum interesse nisso. passo o tempo todo fazendo cara de paulista entediado.

6. sentado num empório, com um livro difícil e chato e uma cerveja belga, entra uma mulher cadeirante e seu marido, e depois um homem cadeirante e sua esposa. (eles acham que sou escritor e vou utilizar essa cena no meu próximo livro: “sua esposa é nova, você é cadeirante faz tempo? ela te conheceu antes ou depois? / antes, alguns anos atrás. ela apaixonou quando viu meu apartamento. seu marido não é rico pelo jeito. / eu sou médico, moramos no canadá, é a primeira vez que estamos aqui. / ei, me vê um desses cafés de cocô de jabiru.)


postado em 22 de fevereiro de 2015, categoria crônicas : , , , , , , ,

frases do mês, outubro-novembro-dezembro

1. café sem açucar porque a vida já é doce demais.

2. ansioso de não estar mais ansioso.

3. cartões são para encontrar, após perder.

4. é doloroso ter de ser um só.


postado em 4 de dezembro de 2014, categoria aforismos : , , , , , , ,

memorial lucky luke

1. cissi se escondeu. meu pai verificou e tinha dado a luz. uma única vez, um único filho. pela aparência, o pai era um rottweiler.

2. pequenino, dormindo em cima da minha barriga, começa a fazer xixi.

3. seu nome, em homenagem ao personagem das bandas desenhadas, o lucas sortudo, o homem que atira mais rápido que sua própria sombra.

4. como um pastor alemão, a correr em volta da casa, voltas e voltas, mas com orelhas caídas.

5. passeando por barão geraldo, a tensão de ter de correr ao encontrar cachorros soltos e briguentos.

6. e aquela vez no terreno baldio ainda sem muro em volta (a alguns anos é um terreno baldio com muro em volta): ataque de uma mãe quero quero, razante eu e lucky. pra ele, apenas uma ocasião para correr. eu, imaginando bicadas no coro cabeludo.

7. quando cissi sumiu (não voltou após passeio noturno sem acompanhamento), já bem velha, talvez espreitasse a morte. eizaburo, meu vô japonês, também nos últimos meses de vida, saindo pra procurar gritando seu nome e nada – já depois da diabetes e dificuldade de locomoção. quando não há esperança mas tampouco para-se de procurar.

8. recebemos em casa café para fazer dupla com lucky. café era um boxer pequenino e novo, e como tal, um pouco desorientado. apesar do aumento de vitalidade, desconfiamos que lucky tenha aberto o portão e dito vá lá, o mundo é grande, depois você volta, eu também vou. mas só lucky retornou. deixou café perdido? deixou ele deslumbrar-se rua afora e não saber retornar? foi capturado? nunca mais o vimos.

9. kiko veio (ou quico), vira lata nomeado em homenagem ao novo papa (numa família inteiramente atéia!). lucky cada vez mais velho, animou-se de novo. mas era velho, cada vez mais.

10. 16 e 17 anos. ficou um pouco cego. ficou mais teimoso. ficou cego e surdo. latia pouco. sua perna tremia.

11. um belo dia, como diria guimarães rosa, se encantou (se vale para pessoas, deve valer para cachorros também). lucky teve um ataque cardíaco, vomitou e morreu. foi enterrado dignamente no buracão, debaixo de uma arvorinha.

lucky luke 2012-08-21 e bola


postado em 20 de agosto de 2014, categoria crônicas : , , , , , , , , ,

crônicas beagamenses #1

1. ah eu podia estar em berlin, mas estou em behagá, pelo menos é o mesmo número de letras (de número).

2. essa semana eu estive com um ótimo humor. a única causa razoável que tenho pra isso foi o pó de café que comprei em são paulo, e as cafeteiras. como algo tão pequeno faz a vida de um homem melhorar tanto! se aproveitando disso é que, pelo amor à desigualdade, a il barista fixou o preço a 60 reais o quilo.

3. 07 de agosto estou a comprar pão de queijo na padaria. um sujeito entra e pede um maço de cigarros e entrega uma nota de 50. a moça olha, e não tem, nem 25 centavos pera lá. o sujeito diz que tem e como a moça está matreira ele rodeia algo pra em seguida poder perguntar do maridão. ela diz: “meu marido chama fulano de tal da cruz, aquele chifrudo”. e dá risadas…


postado em 16 de agosto de 2013, categoria crônicas : , , , ,

apontamentos belo horizonte #1

1. arroz tropeiro bife torresmo torresmão.

2. dirige aí: bater bateu.

3. pedrães diz: “ô bicho, você saca que o salário caiu hoje, não?” visitamos três bares e gastamos mais de R$70 cada um.

4. dentro do contorno: falsas paralelas.

5. sentindo-se o paulista após irritar-se de novo numa loja e acabar não comprando nada.

6. perto do metrô santa ifigênia – um rio que, acuado por concreto, revolve sobre si, desce e sobe. a magia do contrafluxo.

7. desesperado por um bom café, sem açucar.


postado em 29 de março de 2013, categoria crônicas : , , , , , , ,

úlceras aftosas na cavidade oral

pressinto que há algo de errado com o meu estômago.

a) tomar vinho todo dia. e muito café.

minha vida não é uma prova de multiplas escolhas.


postado em 10 de agosto de 2012, categoria Uncategorized : , , , , ,