acordei e fui à padaria

sonhei que ia à padaria. acordei. fui à padaria.

no sonho estava em porto alegre. lamentava não ter acesso a uma bicicleta. ele havia saído com a única. eu fui a pé. a padaria era uma conveniência sem funcionários, pegue e pague. num saco havia duas pequenas baguetes de nozes, com uma etiqueta amassada dizendo cinco e pouco. em belo horizonte, procurei um pão semelhante. tinha o dobro do tamanho e aproximadamente o dobro do preço. também comprei biscoitos de polvilho e queijo.


postado em 30 de julho de 2017, categoria sonhos : , , , , ,

madmax 4 br

quando comentei “madmax itú” estava me referindo à falta de água (aqua-cola) no estado de são paulo, durante a campanha estadual de desertificação, promovida pelo governo. em belo horizonte, gostaria que os ônibus não parecessem se jogar nas curvas da estrada da fúria rumo àquele lugar verde, das muitas mães. esses dias, ouço a cobradora comentar com o motorista:

vai parar nesses lugares, depois vê no que dá. não devia!
– é.
outro dia mesmo no 4302 o joão foi pelo meio, rapelando os retrovisores, os carros todos parados dos dois lados.
– sei.
eu disse pra não fazer isso e ele: “bem feito”. mas vai que depois os donos vão atrás, perigoso demais sô.
– é nada.
uai, é sim.
– ná. eu já fiz isso. tava na rua prata e aquele corredor, acelerei e ranquei 3 de uma vez só.
depois dá problema.
– dá nada não. quando eles forem atrás você já passou voando.

(nome do motorista, número da linha e nome da rua ficcionalizados.)


postado em 15 de janeiro de 2016, categoria crônicas : , , , , ,

apontamentos belo horizonte #2

1. excursão ao verdemar.

2. de dois anos para cá

  • quando mudei, existia essa ideia, da supremacia brhama, da cerveja barata. em um ano e meio isso mudou radicalmente.
  • em 2013 escrevi: “ah, ele não vem, está com dengue. ih, um mosquito me picou.” parece que, com a falta de chuva a coisa deu uma acentada.
  • sentia me envenenado com tanto sal, como um marido pela mulher que arquiteta uma vingança lenta, parcimoniosa, mas sem parcimônia nem lentidão. será que eu merecia esse casamento? agora, nem mais o veneno sinto. outro dia, até adicionei sal à salada.

3. vai lá: feche o cruzamento. 

4. às vezes os nativos não entendem, apesar de admitirem que aqui se dirige descuidadamente. um tio meu que trabalhava com turismo e morava em são paulo, dizia que aqui era o pior lugar para dirigir do brasil. uma tia, atriz e moradora do rio de janeiro, que andar de ônibus era uma loucura.

 


postado em 7 de novembro de 2015, categoria crônicas : , , , , , , , ,

duas gravações de manifestações, junho de 2013

em 26 de junho de 2013 gravei o início da manifestação que partiu do centro de belo horizonte, pela antônio carlos até a abrahão caram. um pouco como luc ferrari (presque rien), fiz cortes e economizei tempo.

1. 15 minutos na lanchonete, centro de bh

2. 50 minutos na passeate, centro de bh


postado em 20 de fevereiro de 2014, categoria gravações, música : , , , , , ,

crônicas beagamenses #1

1. ah eu podia estar em berlin, mas estou em behagá, pelo menos é o mesmo número de letras (de número).

2. essa semana eu estive com um ótimo humor. a única causa razoável que tenho pra isso foi o pó de café que comprei em são paulo, e as cafeteiras. como algo tão pequeno faz a vida de um homem melhorar tanto! se aproveitando disso é que, pelo amor à desigualdade, a il barista fixou o preço a 60 reais o quilo.

3. 07 de agosto estou a comprar pão de queijo na padaria. um sujeito entra e pede um maço de cigarros e entrega uma nota de 50. a moça olha, e não tem, nem 25 centavos pera lá. o sujeito diz que tem e como a moça está matreira ele rodeia algo pra em seguida poder perguntar do maridão. ela diz: “meu marido chama fulano de tal da cruz, aquele chifrudo”. e dá risadas…


postado em 16 de agosto de 2013, categoria crônicas : , , , ,

o poder público em bh conseguiu me impedir de tocar amanhã

quando disse que manteria conforme agendado o show no nelson bordello, do qi, as pessoas me aconselharam a cancelar. disse que não, que não concordava de modo algum com ter de cancelar, ainda mais pelos seguintes motivos espúrios:

  1. que o governador prometera anestesiar toda a população, seja com futebol, seja com porradaria, tropa de choque, exército e não apenas a polícia militar;
  2. que o prefeito disse que (l)a merda era pouca, que as pessoas precisavam apanhar mais;
  3. que decretaram feriado na cidade, para que as pessoas pudessem ficar em casa;
  4. que disseram que iam diminuir a frota de ônibus, e também reduzir os horários de funcionamento do metrô;

mas fui obrigado a cancelar, com o perigo da pm e exército de depredarem o local, de danificarem nosso equipamento, com a possibilidade de ficarmos sem translado. tive de aceitar que o poder público realmente me proibiu de trabalhar. ou fico em casa lendo, ou vou pra rua temperar a cara e cheirar gás. trabalhar, não, não pode, nem à noite, muito depois do horário da manifestação.


postado em 26 de junho de 2013, categoria crônicas : , , , , , , , ,

apontamentos belo horizonte #1

1. arroz tropeiro bife torresmo torresmão.

2. dirige aí: bater bateu.

3. pedrães diz: “ô bicho, você saca que o salário caiu hoje, não?” visitamos três bares e gastamos mais de R$70 cada um.

4. dentro do contorno: falsas paralelas.

5. sentindo-se o paulista após irritar-se de novo numa loja e acabar não comprando nada.

6. perto do metrô santa ifigênia – um rio que, acuado por concreto, revolve sobre si, desce e sobe. a magia do contrafluxo.

7. desesperado por um bom café, sem açucar.


postado em 29 de março de 2013, categoria crônicas : , , , , , , ,

água em bh

gosto de filmar a chuva. no meu flicker antigo existiam algumas delas. essa é a última que filmei. em outra ocasião fiz isso.


postado em 21 de fevereiro de 2013, categoria Uncategorized : , , ,

belo horizonte, setembro de 2011

resolvi ir a belo horizonte, ver o fad performance e o fad galeria, no museu inimá de paula, ler livros (the yes man, bauman, licht, landy) e artigos (fabbrini, jameson), visitar o café casa bonomi, beber cerveja, encontrar amigos (mas apenas marco scarassatti me deu bola), fazer microshows.

dois trípticos com alexandre fenerich, primeiro utilizando o capacete sonoro, de marco scarassatti; depois, com a mão cortada (esqueceu de colocar luva ao tocar uma “chapa quente” (de zinco), no referido fad.

 


postado em 6 de setembro de 2011, categoria Uncategorized : , ,