feliz 2017


postado em 31 de dezembro de 2016, categoria publicitade : , , , , , ,

feliz 2016

dado que um novo ano chega, eu poderia fazer meus votos pedindo que o brasileiro apaziguasse um pouco seu amor pela desigualdade social, ou sua crença no mito da lei, ou ainda que diminuísse seu fatalismo, ou seu machismo, mas não.

talvez outras pessoas estejam rezando (no sentido laico) por causas mais efetivas ou ainda mais nobres. eu entretanto, o que eu desejaria para o ano de 2016, é que as pessoas pudessem, acima de tudo, generalizar menos. então feliz 2016.

2015-12-29 feliz 2016

 


postado em 31 de dezembro de 2015, categoria comentários : , , , , ,

dissimilitude

nesse dia 10 de janeiro [a que dissimuladamente chamamos de 31 de dezembro] é sempre bom lembrar que, tal como não houve natal, não haverá ano novo. no undo, a que dissimuladamente nos referimos ainda como mundo, ao dizer “2012” significamos “0000”, ao dizer “feliz ano novo”, queremos apenas dissimular a destruição total acometida, sutilmente.

entretanto, entendemos que todos esses costumes, já mortos e decadentes, escondem um desejo real, qual seja: de que os dias sejam bons, de que sejam ótimos, de que sejam excelentes, de que sejam ruins, de que sejam péssimos, de que sejam nulos, que contenham alegria, tristeza, angústia, felicidade, calma, raiva, loucura, normalidade, apatia, alienação, entusiasmo, engajamento, responsabilidade. enfim, que os dias sejam dias, de todo o coração.

assim, por dia, entendemos o valor da continuidade, por natal e ano novo queremos dizer “acostumar-se, habituar-se – fazem parte da nossa vida”. de que ao dizer “feliz ano novo”, simulamos e assim inventamos um ciclo, a espiralar continuamente, mesmo quando não há nem continuidade, nem espiral, mas apenas ruptura e imobilidade.

“todos os anos são o ano”: o que isso significa? que há apenas um único ciclo, imóvel porque inteiro mobilidade – o grande não, o no do undo, um no que afirma nossa existência presente. diríamos “feliz mundo novo” se dizer isso não fosse errado e invonveniente. pois o undo faz-se justamente desfazendo-se; estabelece-se na dissimulada continuidade de um mundo já acabado. 

[comunicado do undo no.4, ia único do no único o grande no, perpetuamente: não há futuro, por mais que dissimulemos o hoje no amanhã]


postado em 31 de dezembro de 2012, categoria Uncategorized : , , , , , , ,

todos os anos são o ano

5773 do ano judaico; 2013 do ano cristão; 4710, 4709, ou 4649 do ano chinês do dragão; 25 da era heisei; ano zero zero zero zero do novo undo.

todos os anos são o ano. o único ano. o que há. o no. só há um. o único e perene no.

o ano novo foi cancelado. viva o grande no. the great não.

[comunicado do novo undo no. 3, 09 de janeiro do zero zero zero zero; calendário pós-maia do undo, ano perene no]

 


postado em 30 de dezembro de 2012, categoria Uncategorized : , , , ,

sublime ano novo: apocalipse

se é preciso dizer algo sobre a aura trágica que recobre esse novo ano de 2012, então acredito que isso baste, de friedrich schiller [em sobre o sublime, in: do sublime ao trágico, autêntica editora, 2011, pgs. 60-1, 63], seguido de canção da damares:

“Será que gostaríamos de ser lembrados da onipotência das forças da natureza caso não tivéssemos uma reserva de algo além daquilo que elas nos podem roubar? Nós nos regozijamos com o sensível-infinito, pois podemos pensar o que os sentidos não apreendem e o que o entendimento não concebe. Ficamos entusiasmados com o que é temível, porque podemos querer o que os impulsos repudiam e rejeitar o que a eles apetece. De bom grado deixamos a imaginação ser conduzida no reino dos fenômenos, afinal, trata-se apenas de uma força sensível que triunfa sobre outra força sensível, mas o que há de absolutamente grande em nós, a natureza, em toda a sua falta de limites, não pode alcançar. De bom grado submetemos o nosso bem-estar e a nossa existência à necessidade física, pois isso nos recorda justamente que ela não pode dispor de nossos princípios. O ser humano está nas mãos dela, mas a vontade humana está em suas próprias mãos.

Assim, a natureza aplicou até mesmo um meio sensível para nos ensinar que somos mais do que seres meramente sensíveis; ela própria soube utilizar sensações para nos conduzir ao rumo da descoberta de que não estamos submetidos como escravos à violência das sensações. (…) No caso do belo, a razão e a sensibilidade se harmonizam, de modo que apenas em função dessa harmonia ele tem seu atrativo para nós. Portanto, apenas por meio da beleza nunca experimentaríamos que estamos destinados a nos mostrar como puras inteligências, e que somos capazes disso. No caso do sublime, em contrapartida, a razão e a sensibilidade não se harmonizam, e justamente nessa contradição entre as duas reside a magia com que ele toma nosso ânimo. 

(…) Essa descoberta da faculdade moral absoluta, que não está ligada a nenhuma condição natural, dá ao sentimento melancólico pelo qual somos tomados ao nos depararmos com um homem assim [trágico] o atrativo único e indizível que nenhum prazer dos sentidos, por mais enobrecidos que seja, pode disputar com o sublime.”

 


postado em 28 de dezembro de 2011, categoria Uncategorized : , , , ,

feliz 2012 em 5 argumentos apressados

1. o fundamento primeiro da fenomenologia não é fenomenológico, o do materialismo não é material, o da racionalidade é não-racional, etc. / 2. considero esse fundamento uma fé originária; mas de onde ela vem? – esse primeiro “eu acredito” / 3. então é mais que necessário entendermo-nos como diferentes. / 4. nem mesmo entre amigos e familiares podemos concordar assim, em profundidade. / 5. deus existe e deus não existe: crenças que habitam espaços de vivência muito próximos.

feliz 2012!


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