a iconoclastia / lei de fomento

entre março de 2009 e março de 2010 participei de um grupo em são paulo, que procurava articular a criação de uma lei de fomento à música, naquela mesma cidade, moldada na lei de fomento à dança, da mesma. eu e vanderlei lucentini alimentamos um blogue na época.

existe um maravilhoso conto de karel čapek, chamado a iconoclastia, em que o amante da arte procópio pede ao pintor e padre influente nicéforo que intervenha ao grande sínodo e assim ao imperador para que a arte seja salva dos iconoclastas, que gritam “morte aos idólatras” e pedem a retirada da arte dos espaços públicos. nicéforo, entretanto, parece mais interessado em que mosaicos de uma infame escola de creta, essa arte moderna e deturpada, sejam por fim destruídos.


postado em 19 de setembro de 2017, categoria comentários, resenhas : , , , , ,

sr. ninguém

o que o filme mostra mas não assume é: uma vida projetada com base em relacionamentos se desdobra como uma infantilização da imaginação, em realizações insatisfatórias: mortes de todo o tipo, uma deprimida que ama um fantasma, um homem bem sucedido que vai do blasé ao ausente e finalmente ao suicida, um reencontro em que o apego ao porvir é mais forte que o encontro presente.

nesse sentido, ao contrário da ambiguidade com a qual o filme trata da aparição final de ana como o mundo mais perfeito (na figura do círculo contra a série de fibonacci), tal como sextus, nos parágrafos finais da teodiceia de leibniz, o caminho do meio, ou da recusa das decisões, possivelmente lhe trará uma existência medíocre, mas humana, de alguém.

{mr. nobody, 2009. dir. jacob van dormael, com jared leto}


postado em 9 de fevereiro de 2017, categoria resenhas : , , , , , ,

6 livros não muito bem avaliados, 2 a 2

1. os dois piores livros que li em 2016 foram metafísicas canibais, de eduardo viveiros de castro, e synthethic philosophy of contemporary mathematics, de fernando zalamea. ambos falam, de um ponto de vista filosófico, sobre recentes avanços em certa área: antropologia e matemática. mas exigem do leitor um conhecimento vasto nessas especificidades, bastante acadêmico (de tipos de correntes e operações), ainda mais por justamente não se aterem a explorar de fato nenhum exemplo específico destas (do qual o leitor poderia obter informações e fazer inferências). enquanto metafísicas leva ao pé da letra seu prefácio, que diz tratar-se de um livro vago e excessivamente geral, como um rascunho de um livro não-escrito, synthetic parece um enorme resumo criptografado do trabalho do próprio autor, usando uma quantidade enorme de conceitos que aparecem como um encantamente mágico para aí existe novidade. de modo que, adicionalmente, mesmo tendo interesse pelos assuntos tratados, devo dizer que o de zalamea é incompreensível, com quase 400 páginas que soam exotéricas nível “hegel para desavisados”, e que levam o leitor a deslizar de palavra a outra, sem com isso obter quase nenhum sentido das frases. de castro, por outro lado, soa por vezes como um sermão professoral, em que nomes de correntes, operações e metodologias passam rapidamente, dando a impressão de que o leitor deveria estar inteirado inclusive das picuinhas universitárias entre profissionais de inclinações diversas. se são livros para leigos, o são no pior sentido: como alguém diz de um quadro a um não conhecedor de arte: não se preocupe, é muito bonito. se são livros para entendidos, então sofrem de problemas parecidos com os apresentados em abaixo, em (2).

2. não sei qual o problema das pessoas em fazerem listas de recomendações e apresentá-las com pequenos textos introdutórios e indicativos. existem inclusive alternativas, como postagens enredadas em hyperlinks (os tais dos caospatches, remendoscaos). pois livros inteiros que se dispõem a apresentar um cenário panorâmico de algo são em geral enfadonhos, ao mesmo tempo em que indicam uma quantidade desmesurada de leituras possivelmente interessantes (muitas vezes, com títulos do próprio autor). minha questão: dado que a principal tática é mostrar que há muito o que ser explorado, porque não tentar ser maximamente efetivo em relação a isso, montando o livro de modo mais conciso e técnico, ou então, realmente articulando exemplos curiosos e pedagógicos, falando a partir deles. the post-human, de rosi braidotti, e superintelligence: paths, dangers, strategies, de nick bostrom, sofrem por ficarem no meio termo: são panoramas genéricos, ao mesmo tempo que querem ser contribuições para os assuntos. dessa forma, os problemas que aparecem são vagos, esfumaçados – e gerais demais para serem úteis. é isso que é mapear? minha preocupação aqui é que parecem mapear o mapa (e no caso de bostrom, obviamente, nem é possível saber como é a cidade; o exemplo que menos gosto – quando ele fala da dificuldade de programar o que é o conceito de bom para uma inteligência artificial – ou seja, falar da dificuldade de programar algo que nem sabemos como seria possível pensar a programação).

3. existe um estilo de prosa que parece indicar que a sociologia nada mais é que uma filosofia em alta velocidade, acelerada afim de dar conta do que ocorre na sociedade. mas o escaneamento que é assim obtido traça conexões a partir de ideias e não de dados – é uma profundidade para cima, adquirida por ascensão; não são informações cavadas a partir da superfície, mas conceitos desvelados sob uma visão do geral. e por mais que ambos os livros sejam interessantes e tenham ideias (han mais que crary), não deixo de ficar desapontado com 24/7, de jonathan crary, e a sociedade do cansaço, de byung-chul han; por parecerem sabichões, às vezes penso que escreveram meras opiniões. e então, como tudo passa rápido, boa parte é absorvido como puro achismo.


postado em 6 de janeiro de 2017, categoria resenhas : , , , , , , , , , , , ,

thunderbolt fantasy

existe todo um neoclassicismo em iniciativas japonesas – usar formas extremamente codificadas e convenções bem estabelecidas como ponto de partida para criações. podemos comemorar os enganos criativos que levam a um tipo de criatividade propriamente nipônica, mas nem sempre é o caso – existem de fato artistas cuja missão é desenvolver o interessante a partir do que é meramente previsível (aperfeiçoar aí adquire um sentido mais próximo do que no primeiro caso, onde poderia ser substituído por inventar).

thunderbolt fantasy, série em 13 episódios de 2016, dirigida por gen urubochi, mostra uma trajetória do herói com vários elementos clássicos:

um conflito no mundo e apresentação do vilão (estado do mundo); o viajante e um encontro apenas aparentemente casual (o traçado do destino e delimitação da posição de início e fim + a figura do misterioso ajudante); episódios de resistência e recusa, mas com ambiguidade (trabalhada até o final como tensão); frente ao delineamento da missão e provas a serem enfrentados, os trabalhos de aquisição de aliados, junto ao guia; as provas (os desafios como provações); o enfrentamento perigoso e o contato com um outro mundo; resoluções finais e desvelamento de capacidades sobre-humanas; inventário e promessa de uso para o bem comum (recompensa ligada à responsabilidade).

o manejo da jornada mantém suficiente espaço para um final bem amarrado, com soluções não inteiramente previsíveis (como quando se aposta – com quem casará a donzela, como os companheiros morrerão, quem acertará as contas com o vilão – e há chance de errar), e ao menos dois elementos de reviravolta, surpreendentes – além da tradicional despedida e a saga continua. ou seja, os vilões que procuram finais “次ぎはない” (as entradas em chinês são muito divertidas), estarão sim envoltos em um enigmático vendaval.

a produção conjunta com uma equipe taiwanesa de marionetes dá um tom que mantém a possibilidade de redução e simplificação da caracterização e ação dos personagens – o clima de artificialidade / deslocamento, que há já em animes. a diversão vem do manejo preciso e convencionado dos personagens tal como definidos por suas habilidades e aparência, inclusive na qualidade de mostrar progressivamente traços ocultos, já contidos nos mesmos –  não há propriamente evolução – ou formação; é a história, a partir da jornada, que se desenrola.

vendo a série, lembrei da caracterização do monomito, de joseph campbell, principalmente porque meu avô azauri era um entusiasta de jasão e hércules.


postado em 8 de dezembro de 2016, categoria resenhas : , , , , ,

a chegada

a escrita universal de a chegada é universal no sentido oriental – as ideias estão lá (a pronúncia cabe a cada cultura). mas daí tem-se um problema: ou são necessárias pronúncias, ligadas para nós a palavras, ou silêncio – em todo o caso, o nível de imersão é menor – talvez seja de fato necessário um mar de névoa branca para apreender os poderes do tempo na circularidade da escrita.

há uma ambiguidade do filme em relação a ideia de “pressa” – os militares são ignorantes porque não entendem a necessidade de lentidão, mas o filme mesmo resolve a situação rapidamente. em todo caso, a diplomacia alienígena é exemplar – métodos de garantia de uso e disponibilidade a todos.

***

ponto positivo: alienígenas que combinam pele de elefante (memória) e constituição de polvo (inteligência mas hábitos bastante distantes dos nossos).

ponto positivo: nave que a princípio lembra um grande ovo do smetak, mas de pedra escura, mas revela-se metade, quando de perfil.

nem cheira nem fede: trilha sonora de sons bonitos; sons clichês (vide guerra dos mundos recente) de buzina de navio pra tudo quanto é pod.

intromissões: eu gostaria que o foco seletivo exagerado fosse consistente para todas as cenas sem exceção. a primeira coisa que eu pensaria seria acelerar os sons produzidos pelos heptapods (como na fábula da baleia, do homem e do passarinho). falta de exploração sobre polvos não faz falta ao filme mas é estranha do ponto de vista do óbvio.

ponto negativo: familismo. há de existir uma campanha contra roteiristas entuxarem a família como solvente universal ou suco de laranja de qualquer elaboração narrativa.

{the arrival, dir: denis villeneuve, com amy adams e jeremy renner, 2016}


postado em 3 de dezembro de 2016, categoria resenhas : , , , , , , , , , , ,

anime #1

elfen lied (2004): não é preciso ver a série, boba e arrastada, para saborear as estranhas mortes. o contraste entre bobageira pré-adolescente, de diálogos simples e roteiro  de novelinha, e assassinatos violentos, é o que há de interessante. mas as mortes se concentram em poucos momentos, e há um momento na série em que as pessoas param de morrer (um dos erros clássicos). de modo que o importante é “nunca deixar a bandeja com o café cair”(*).

deadman wonderland (2011): dadas as premissas (sangue como arma, experimentos com assassinos descontrolados, prisão jogos mortais, situações cômicas, ingenuidade excessiva dos personagens), é possível que o mangá seja divertido. mas a série, que começa bem, tem cenas de luta absolutamente decepcionantes e a partir de certo ponto, simplesmente enrola até o final (uma estratégia comum – dilatar o tempo em volta de um momento decisivo). mas o final, em si, não é decisivo, é como um terminar pela metade. a única vantagem disso é a cena de fechamento, a canção do picapau: afirmação da idiotia do herói idiota e da ingenuidade do monstro ingênuo. isso tudo envolto a um dos grandes clichês: a persistência do amor de juventude (o qual nem gits escapa, na série do “indivíduo 11”). tal como elfen lied, o primeiro episódio é de longe o melhor.

full metal alchemist brotherhood (2010): a série é cativante, na mobilização de diversos personagens interessantes, e história bem contada e lutas equilibradas (entre agilidade e peso emocional). como é um clássico amado por tantos, exponho aqui apenas minhas reclamações, para contrariar:

1) há um momento na série em que as pessoas param de morrer. para quem lembra do peso do episódio 10, é de se perguntar porque de repente você tem a sensação de que está “seguro”, que nenhum personagem importante vai morrer, depois de certo ponto. ademais, a tristeza corporificada por nina a quimera (episódio 4) não é nem de perto alcançada, e nem almejada, durante a série inteira, como se um episódio fosse suficiente, em uma série de 64.

2) os últimos episódios dilatam a última sequência de eventos de modo inteiramente desproporcional com o resto da série, além de que, como efeito colateral, geram momentos de enrolação (geram a suspeita de que “já que vimos até aqui, necessariamente veremos até o final”, tão comum hoje em dia em filmes “final parte 2” de hollywood, todos ruins e arrastados).

3) os combates não são tão consistentes quanto poderiam em termos de resultados e eficiência dos combatentes. existem reviravoltas improváveis e desnecessárias, resoluções de lutas “porque a roteirista quis”.

4) a cena família feliz ao final. sempre detestável, vide harry potter etc etc.


postado em 11 de novembro de 2016, categoria resenhas : , , ,

sistemas sibila / watchme

recentemente, tanto psycho pass, de gen urobochi (2012), quanto o novo longa de michael arias (baseado em project itoh), harmony (2015), mostram cidades que funcionariam como o céu na terra, utopias do bem estar social.

agora, imagine uma situação em que o sistema sabe o que é melhor para seu bem estar mental, fazendo escolhas por você, de forma a otimizar seu desempenho e felicidade (sibila), ou então em que o sistema te informe o tempo todo quais as opções mais saudáveis, gerando um clima de cuidado mútuo inescapável (watchme). a consciência humana, supostamente tão pródiga em lidar de modo complexo com opções, considerações e reações, vê-se declarada como ineficiente a todo momento.

mas o custo seria alto, afinal? é claro, há vilões / problemas. e por serem sistemas ajustados demais, também facilmente se desajustam em surtos psicóticos (sibila) e suicídios (watchme). mas e a felicidade total gerada, não é muita? (sim, mas tal como em “admirável mundo novo”, existe a opressão da felicidade média – a dificuldade de, nesse cenário, produzir encontros, forçar pensamentos, o medo de não atender mesmo nessas condições facilitadas, de não ser normal, a depressão).

enquanto uma perfeita moralidade exige a atenuação controlada das emoções, uma perfeita harmonia implica uma supressão da consciência.

***

é verdade que harmony está longe de ser inteiramente consistente, mas há algo que falta a psycho pass, mesmo com todo seu charme: mostrar ao espectador as vantagens do “japão fechado” não apenas como informações de prosperidade (que julgamos poderem ser falsas), mas como exemplos da real vantagem do sistema, exemplos que possam gerar ambiguidade/empatia. (o sistema aparece muito mais como um acontecimento infeliz do que como algo realmente desejado)


postado em 15 de setembro de 2016, categoria resenhas : , , , , , , , , ,

dois destinos

1. há um teremoto e falhas em formas de seres humanos aparecem ao norte da montanha amigara. curiosos se aglomeram no local. aos poucos, para o terror de todos, os presentes descobrem-se na procura de seu próprio buraco. achado o encaixe perfeito, veem-se adentrar pela fenda, rumo ao coração da montanha. sem conseguir voltar, contorcem de dor, pois o buraco gradualmente afunila. transformam-se, metros a frente, em um amontoado de fios retorcidos, a emitir lamentos que se confundem com o vento. [o enigma das falhas de amigara, junji ito, 2002]

2. extraterrestres gigantescos consomem a matéria orgânica da terra, transformando-a em um gigante pântano cinza. para sobreviverem, os seres humanos se reinventam como uma raça de parasitas conhecedores de matemática. a vida no interior dos hospedeiros não é, entretanto, fácil. é preciso se reproduzir rápido e na hora correta, recolher-se em um invólucro oval, liberando-se no espaço, na esperança de que alguma hora a vida continue.  [phylogenesis, paul de filippo, 1988; há um belo comentário sobre o mesmo por steven shaviro, aqui]


postado em 24 de julho de 2016, categoria resenhas : , , , , , , ,

descoberta-invenção

li o livro synthethic philosophy of contemporary mathematics, de fernando zalamea, entendendo muito pouco. no site da urbanomic consta que é um livro para leigos. mas não ter notação matemática de modo algum significa isso. a matemática, da década de 50 para frente, se ramificou muito e criou inúmeros novos conceitos; e isso a ponto de zalamea poder escrever quase 400 páginas que soam exotéricas nível “hegel para desavisados”. de forma que um leitor como eu (que estudou na universidade matemática apenas até estocásticos e séries infinitas de integrais) lê o livro deslizando de uma palavra a outra sem com isso obter quase nenhum sentido das frases, e em dúvida do real significado das palavras.

traduzi um depoimento (pg. 152-3) do figurão da matemática contemporânea, alexander grothendieck. este, apesar de não ilustrar a resenha acima, é de interesse pelo modo com que articula inventar e descobrir. se algum leitor desse blogue entende de teoria das categorias e quiser me indicar leituras e vídeos, agradeço.

A estrutura de uma coisa não é de modo algum algo que nós possamos ‘inventar’. Nós podemos apenas pacientemente, humildemente colocá-la em jogo – fazendo a conhecida, ‘descobrindo-a’. Se há inventividade nesse trabalho, e se nos acontece de realizar algo como que o trabalho de um ferreiro ou de um pedreiro incansável, isso não é nada como a ‘formação’ ou a ‘construção’ de estruturas. Elas não esperam por nós para ser, e para ser exatamente como elas são! É, pelo contrário, para expressar, o mais fielmente que podemos essas coisas que estão sendo descobertas e sondadas – essas estruturas reticentes para as quais nós tentamos tatear nosso caminho com uma linguagem talvez ainda balbuciante. E então nós somos levados a constantemente ‘inventar’ a linguagem que possa expressar, cada vez mais finamente, a estrutura íntima da coisa matemática, e ‘construir’, com a ajuda dessa linguagem, completamente e passo a passo, as ‘teorias’ responsáveis por dar conta do que foi apreendido e visto. Há um movimento contínuo e ininterrupto de vai-e-vem aqui, entre a apreensão das coisas e a expressão do que foi refinado e recriado enquanto o trabalho corria, sob a constante pressão das necessidades imediatas.


postado em 17 de junho de 2016, categoria resenhas : , , , , ,

felicidade sqn

na livraria de um simpático senhor para o qual o melhor livro já escrito é tuareg, de alberto vázquez-figeuiroa, no centro de belo horizonte, descubro que há uma compilação pós-morte de máximas de schopenhauer intítulada a arte de ser feliz. resolvo comprar, na certeza de encontrar logo no começo do mesmo a afirmação da impossibilidade real da felicidade. satisfeito, considero a máxima 36 representativa:

O meio mais seguro de não se tornar muito infeliz consiste em não desejar ser muito feliz, portanto em reduzir as próprias pretensões a um nível bastante moderado no que diz respeito a prazeres, posses, categorias, honra etc., pois a aspiração à felicidade e a luta para conquistá-la por si só já atraem grandes desventuras. A moderação, por sua vez, é sábia e aconselhável, porque é facílimo ser muito infeliz, enquanto ser muito feliz não apenas é difícil, como também é totalmente impossível.

de forma que a melhor opção de todas é estar sereno (que é uma qualidade que depende em 90% da sua disposição interna e não do mundo exterior), e estando sereno, apenas estar sereno: sem motivos. assim, descobrir o verdadeiro egoísmo, o egoísmo da dissolução sem esforço do eu. auto-ajuda.

após pagar, o livreiro me confidenciaria: “você sabe que a humanidade nos trouxe apenas dois filósofos. um deles foi platão. o outro…” e então olharia pro manualzinho em minhas mãos.


postado em 13 de abril de 2016, categoria crônicas, resenhas : , , , ,