cachoeira secreta

em um serviço de localização na internet, bruno descobre um nome para a cachoeira: cachoeira secreta. na pequena trilha de entrada, sua amiga alerta: está cheião – o jeito é subir pelo rio, 300 metros, tal como explorado nas fotos via satélite (as partes brancas são quedas). a segunda das três gera uma espuma que se faz e desfaz periodicamente, subindo nas rochas. o sol é refletido e há tanto riscos de luz branca, ziguezagueando frenéticos, quanto uma coloração âmbar, tingindo a pequena queda. sentamos e somos massageados. na volta, sumodjo lembra de quando ia pular no lago e perguntou, aqui dá? ao que responderam – um cara acabou de morrer aí, olha o chinelo dele.

de volta, em casa, a ideia era preencher as imagens com os nomes cachoeira secreta 1.2 e cachoeira secreta 1.3. mas no dia seguinte, quando outros tentaram entrar, a passagem estava fechada e dizem terem vistos capangas. propriedade particular é facão na mão.


postado em 17 de janeiro de 2017, categoria crônicas : , , , , , ,
  1. marcelo magalhaes disse às 23:41 em 17 de janeiro de 2017:

    em um certo domingo subimos em uma turma a cachoeira indiana para chegar a uma cachoeira que se chamava canela. mais ou menos 6 horas de caminhada no riacho, entre pedras e raízes, e encontramos o que pensávamos que fosse a “canela”.

  2. henrique iwao disse às 9:43 em 18 de janeiro de 2017:

    quando fui a tal canela, a ideia é que havia tantas pedras soltas que vc saia com a canela roxa. mas, nossa, teria de perguntar aos locais como é que vcs demoraram tanto.